Grito dos Excluídos 2026: atos por moradia e contra violência
Movimentos sociais realizaram a 32ª edição do Grito dos Excluídos nesta segunda-feira (7), com marchas em mais de 50 cidades. Em São Paulo, ato terminou com missa na Catedral da Sé; no Rio, percorreu a Presidente Vargas.
Movimentos sociais realizaram a 32ª edição do Grito dos Excluídos nesta segunda-feira (7), com marchas em mais de 50 cidades. Em São Paulo, ato terminou com missa na Catedral da Sé; no Rio, percorreu a Presidente Vargas.
Movimentos sociais realizaram nesta segunda-feira (7) a 32ª edição do Grito dos Excluídos, com marchas e atos em mais de 50 cidades, em todas as regiões do país, segundo os organizadores. O lema da edição foi "Na defesa da Terra, da Paz e da Moradia, erguemos a voz: Mulheres Vivas e Soberania!".
Os manifestantes reivindicaram moradia digna, reforma agrária, educação pública de qualidade, defesa do SUS, enfrentamento do feminicídio, combate ao racismo e à LGBTfobia, além do fim da escala de trabalho 6x1.
Na capital paulista, o ato percorreu o centro e terminou com uma missa na Catedral da Sé, dedicada à população em situação de rua. Antes da caminhada, houve um café da manhã comunitário. A ativista Miriam Hermogenes, da Central dos Movimentos Populares, disse à Agência Brasil: "A gente faz uso desse dia para dizer: Olha, não temos liberdade ainda, temos que avançar muito para ser um país, uma sociedade em liberdade".
No Rio de Janeiro, a marcha cruzou a Avenida Presidente Vargas, após o Desfile de Sete de Setembro. Um grupo levou teatro para a manifestação, com esquetes do grupo Escola de Teatro Popular, coordenado pelo pesquisador Julian Boal, filho de Augusto Boal. Uma das cenas retratou que a participação democrática não se encerra com as eleições.
Um dos gritos mais fortes foi pela moradia. O coordenador do Movimento Quilombos Urbanos Luta por Moradia Digna, Ricardo Pitta, criticou o fato de as demandas ficarem "subordinadas ao calendário eleitoral". Também houve críticas ao tarifaço imposto pelos EUA e manifestações contra a violência policial, como a de Deuza Cordeiro de Lima, que perdeu o filho Thiago em janeiro de 2023. O ato terminou sem registro de confusão, após um grupo de cerca de 15 pessoas tentar hostilizar manifestantes, sendo contido pela polícia.
Aline Furtado
Colunista de carreira e mercado tech
Mapeia o mercado de trabalho de tecnologia e marketing por dentro. Fala de transição, salário e a real do home office.
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