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Ambulantes no 7 de Setembro: sustento em Brasília

ResumoAmbulantes no 7 de Setembro em Brasília, como o Palhaço Bolinha, carregaram 30 kg de balões e algodão-doce para garantir sustento durante as celebrações. A atividade informal movimenta a data com vendedores que dependem do evento para renda diária. A presença desses trabalhadores reflete a economia local e a tradição festiva na capital federal.

No 7 de Setembro em Brasília, ambulantes como o Palhaço Bolinha equilibraram 30 kg de balões e algodão-doce para garantir sustento. Conheça essas histórias.

Mariana Vasques Mariana Vasques · Especialista em SEO e conteúdo
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Ambulantes no 7 de Setembro: sustento em Brasília
Foto: Imagem ilustrativa · PosUp

No 7 de Setembro em Brasília, ambulantes como o Palhaço Bolinha equilibraram 30 kg de balões e algodão-doce para garantir sustento. Conheça essas histórias.

No desfile de 7 de Setembro em Brasília (DF), ambulantes transformaram a data em oportunidade de renda. O autônomo Renato Siqueira, de 53 anos, conhecido como Palhaço Bolinha, equilibrou 30 quilos de balões e algodões-doces sobre o ombro esquerdo, em uma caminhada apressada às margens da área do desfile. A maquiagem escorria com o suor, mas ele seguia: "A gente não pode parar. Mas vai fazendo graça".

Há oito meses, ele trabalha em frente a escolas, mas na data precisou acordar às 4h30 e caminhar em busca de clientes. Morador de Água Quente (DF), a 45 quilômetros de Brasília, ele nasceu em Anápolis (GO) e há 20 anos vive na capital. Estudou até o 8° ano e vê em eventos como o 7 de Setembro a chance de melhorar os rendimentos. Os algodões-doces são vendidos a R$ 10; os balões, a R$ 20. Ele carrega os primeiros por mais de uma hora no ônibus, mas não os balões, entregues pelo fabricante quando ele está na rua.

Assim como ele, Gustavo Ferreira, de 30 anos, usou os braços e o ombro para equilibrar churros de doce de leite e chocolate, a R$ 10, com cuidado para o recheio não escorrer. Cobrador de ônibus no dia a dia, ele contou: "Acordei às 4h e a gente está na luta". Já Samuel Santos, que vive em Planaltina, a 40 quilômetros de distância, trabalhava como porteiro de prédio e foi direto da portaria para a Esplanada dos Ministérios. "Estou experimentando essas vendas de água de coco aqui na Esplanada. Estou estreando, na verdade. Se der certo, eu vou continuar", disse. A prioridade é levar sustento para os dois filhos.

Sob o sol de Brasília, o paraibano Reinivaldo Garcia, de Brejo da Cruz, de 54 anos, vendia bonés e chapéus a R$ 20. Ele estudou até a terceira série do primário e diz aos dois filhos que precisam estudar para não ficar no sol como ele. Para esses trabalhadores, datas como o Desfile da Independência, Dia das Crianças e Ano Novo representam as melhores vendas do ano, mesmo com o peso nas costas e a correria para garantir o sustento.

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