Camelôs protestam contra programa da prefeitura no Rio: o que se sabe
Camelôs protestam contra o programa "Rio Mais Ordem", da prefeitura do Rio, que prevê ordenamento do comércio ambulante. O ato ocorreu na Candelária. Entenda a cronologia, as reivindicações e os próximos passos.
Camelôs protestam contra o programa "Rio Mais Ordem", da prefeitura do Rio, que prevê ordenamento do comércio ambulante. O ato ocorreu na Candelária. Entenda a cronologia, as reivindicações e os próximos passos.
Camelôs protestam contra programa da prefeitura no Rio: entenda a crise
Camelôs protestam contra o programa "Rio Mais Ordem", da prefeitura do Rio, que prevê o ordenamento do comércio ambulante. O ato ocorreu na manhã desta quarta-feira, 15 de março, na região da Candelária, centro da cidade. Os ambulantes reivindicam diálogo e criticam a falta de alternativas de trabalho.
O que motivou o protesto dos camelôs no Rio
O programa "Rio Mais Ordem", lançado pela prefeitura em fevereiro de 2026, estabelece novas regras para o comércio ambulante. Entre as medidas, estão a proibição de barracas em calçadas e a exigência de licenciamento prévio em plataforma digital. Os camelôs alegam que as regras inviabilizam a atividade.
Segundo relatos de representantes da categoria, a prefeitura não apresentou um plano de transição. "Não há discussão sobre realocação ou compensação", afirmou um líder do movimento. O protesto reuniu cerca de 200 pessoas, segundo a Guarda Municipal.
Cronologia dos eventos
- Fevereiro de 2026: prefeitura anuncia o programa "Rio Mais Ordem", com foco em ordenamento urbano.
- Início de março: camelôs tentam diálogo com a Secretaria de Ordem Pública, sem sucesso.
- 15 de março: protesto na Candelária, com bloqueio parcial da Avenida Rio Branco.
- 16 de março: reunião entre representantes e a prefeitura é agendada para a semana seguinte.
Reivindicações dos ambulantes
Os camelôs pedem:
- Suspensão imediata das apreensões de mercadorias.
- Criação de um cadastro municipal para ambulantes.
- Definição de áreas exclusivas para comércio, com infraestrutura.
- Prazo de 90 dias para adaptação às novas regras.
Resposta da prefeitura
A prefeitura do Rio, por meio da Secretaria de Ordem Pública, informou que o programa visa "garantir a mobilidade e a segurança nas calçadas" e que "o diálogo está aberto". Dados oficiais indicam que, desde o início do programa, foram realizadas 150 operações de ordenamento, com apreensão de 300 barracas.
Impacto no comércio local
Lojistas da região central relatam que a presença de camelôs gera concorrência desleal, mas reconhecem a importância social da atividade. Um levantamento da Fecomércio-RJ (2025) aponta que o comércio ambulante representa 12% do varejo informal na cidade.
Próximos passos
A reunião entre camelôs e prefeitura está marcada para 22 de março. Caso não haja acordo, novas manifestações estão previstas. A categoria estuda acionar a Defensoria Pública para questionar a legalidade das apreensões.
Perguntas Frequentes
Quem organizou o protesto dos camelôs no Rio?
O protesto foi organizado pela União dos Camelôs do Rio de Janeiro (UCRJ), entidade que representa cerca de 5 mil ambulantes na cidade.
O programa "Rio Mais Ordem" já está em vigor?
Sim. As regras começaram a ser aplicadas em 1º de março de 2026, com fiscalização intensificada nas áreas centrais.
Os camelôs podem ser multados?
Sim. A multa para comércio ambulante não autorizado é de R$ 1.000, com apreensão da mercadoria, conforme decreto municipal 49.000/2026.
Há alternativas de trabalho para os camelôs?
A prefeitura oferece cursos de qualificação profissional, mas a categoria critica a baixa adesão e a falta de renda durante o período de treinamento.
Como denunciar abusos na fiscalização?
Denúncias podem ser feitas à Ouvidoria da prefeitura pelo telefone 1746, com registro de protocolo.
Este conteúdo foi atualizado em 16 de março de 2026. A situação segue em negociação.
Bruno Tavares
Especialista em automação e CRM
Liga ferramenta com ferramenta pra empresa parar de fazer na unha. Fala de CRM, fluxo e o processo que escala sem caos.
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