# PF combate entrada clandestina de eletrônicos no Brasil

> A Operação Conexão Paralela, deflagrada pela Polícia Federal em 17 de julho, cumpriu seis mandados de busca e apreensão no Rio de Janeiro e em Maricá contra esquema de entrada clandestina de eletrônicos no Brasil. O grupo investigado teria movimentado aproximadamente R$ 60 milhões com a prática de contrabando e descaminho de produtos eletrônicos.

*PosUp · Federal · 17 de setembro de 2026 · Patrícia Lemos*

A Polícia Federal deflagrou nesta quinta-feira (17) a Operação Conexão Paralela, com seis mandados de busca e apreensão no Rio de Janeiro e em Maricá. O esquema de entrada clandestina de eletrônicos teria movimentado cerca de R$ 60 milhões.

A Polícia Federal (PF) deflagrou na manhã desta quinta-feira (17) a Operação Conexão Paralela, com o objetivo de combater a entrada clandestina de produtos eletrônicos no Brasil. Seis mandados de busca e apreensão estão sendo cumpridos nas cidades do Rio de Janeiro e de Maricá, no Grande Rio.

A operação mira um esquema que introduzia produtos estrangeiros no país sem o pagamento de impostos de importação e depois os revendia no mercado interno. Smartphones estão entre os itens citados pela corporação. A movimentação financeira com a revenda de milhares desses produtos teria alcançado cerca de R$ 60 milhões nos últimos anos.

De acordo com a PRF, o grupo responsável pelo ingresso e pela posterior revenda seria comandado por um policial militar. A reportagem não detalha quantos investigados foram identificados nem o nome de nenhum deles.

Os investigados poderão responder pelos crimes de descaminho e associação criminosa.

## O que a operação significa para o consumidor

Do ponto de vista de quem compra, a pergunta prática é simples: por que esse tipo de operação interessa a quem não tem nada a ver com o esquema? A resposta está no preço e na garantia.

Eletrônico que entra sem imposto de importação chega mais barato à prateleira, mas sem nota fiscal que comprove a origem. Isso afeta três pontos concretos:

- Garantia do fabricante: sem comprovação de compra regular, o consumidor costuma ficar sem o respaldo da assistência autorizada.
- Rastreabilidade: aparelho sem origem documentada pode ter sido ativado ou revendido fora dos canais oficiais.
- Concorrência: o vendedor que paga imposto disputa preço com quem não paga, o que distorce o mercado de eletrônicos.

Se você comprou um aparelho recentemente e quer checar a procedência, vale guardar a nota fiscal e conferir se o número de série bate com o da embalagem. Parece detalhe pequeno, mas é o que sustenta qualquer reclamação depois.

## O que ainda não se sabe

A operação está em andamento. Não há, até o momento, informação sobre o volume total de produtos apreendidos, sobre o valor individual das buscas nem sobre quantas pessoas foram efetivamente conduzidas. Também não há confirmação de que os mandados tenham resultado em prisões.

O desfecho depende do que a PF reunir nos seis endereços. Para quem acompanha o setor, o dado que importa não é o número de mandados, e sim o que a investigação conseguir comprovar sobre a cadeia de distribuição. Número sem decisão por trás é só enfeite.

A reportagem foi baseada em informações da Agência Brasil.

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Fonte (canonical): https://posup.com.br/federal/pf-faz-acao-combater-entrada-clandestina-eletronicos-brasil/
