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Pais menos presentes: o que diz o estudo Nexus

ResumoO estudo Nexus, realizado com 2.013 brasileiros, indica que metade da população considera os pais atuais menos presentes na criação dos filhos. A pesquisa revela divergências de opinião entre homens e mulheres sobre o papel paterno, apontando percepções distintas sobre a participação masculina na rotina familiar. Os dados sugerem uma avaliação crítica da paternidade contemporânea no Brasil.

Metade dos brasileiros acredita que os pais de hoje estão menos presentes na criação dos filhos. Estudo Nexus ouviu 2.013 pessoas e revela divergências entre homens e mulheres sobre o papel paterno.

Patrícia Lemos Patrícia Lemos · Especialista em dados e analytics
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Pais menos presentes: o que diz o estudo Nexus
Foto: Imagem ilustrativa · PosUp

Metade dos brasileiros acredita que os pais de hoje estão menos presentes na criação dos filhos. Estudo Nexus ouviu 2.013 pessoas e revela divergências entre homens e mulheres sobre o papel paterno.

Pais estão menos presentes na criação de filhos, aponta estudo

Metade dos brasileiros acredita que os pais da atualidade estão menos presentes na criação dos filhos do que os das gerações anteriores. Em contrapartida, oito em cada dez brasileiros consideram alta ou muito alta a importância dos pais na vida dos filhos. A constatação é de estudo do Instituto Nexus, que entrevistou 2.013 pessoas de diferentes regiões do país.

O que o estudo revela: 50% veem menos presença paterna hoje; 80% valorizam o papel do pai; 49% definem bom pai como presente no dia a dia.

A percepção muda entre homens e mulheres

Um fator que ficou evidente na pesquisa foi a divergência de percepções sobre o papel do pai entre os homens e as mulheres consultadas. Entre as mulheres, 56% acreditam que os pais participam menos do que antes, enquanto 31% acreditam que estão mais presentes. Entre os homens, a percepção é equivalente, com 44% achando que a participação é maior hoje, enquanto outros 44% afirmam que diminuiu.

Quanto à importância na paternidade, 81% dos homens a classificam como alta ou muito alta no desenvolvimento dos filhos, em comparação com 73% das mulheres.

O que muda conforme a idade

Ao analisar as faixas etárias, observa-se que 82% dos jovens de 16 a 24 anos de idade a consideram importante. Por outro lado, esse reconhecimento reduz-se para 62% entre as pessoas com 60 anos ou mais.

O convívio paterno no dia a dia é visto como mais importante entre a população de 25 a 40 anos (56%) e a de 16 a 24 anos (55%). Os mais velhos consideram a educação a característica mais importante. O índice é superior entre a faixa de 41 a 49 anos (24%) e de 60 anos ou mais (26%).

O que define um bom pai, segundo os brasileiros

O estudo também avaliou a definição prática do que é ser um "bom pai" e aponta que 49% da população considera "ser presente no dia a dia" como a principal característica. Em seguida surge educar/orientar com limites (19%), demonstrar carinho e afeto (8%), dar exemplo (7%) e oferecer segurança financeira (3%).

A presença diária é apontada por 53% das mulheres como o mais relevante para definir um bom pai, superando os 45% registrados entre os homens. A imposição de limites na educação e orientação é tida como o principal atributo por 21% do público masculino e 17% do feminino.

O desafio está na prática

"O brasileiro já consolidou a ideia de que o bom pai é aquele presente no dia a dia, deixando para trás a figura do mero provedor financeiro. O desafio agora está na prática", avalia Marcelo Tokarski, CEO da Nexus.

"O fato de metade da população enxergar os pais de hoje como menos participativos do que os do passado mostra que o discurso avançou mais rápido do que a mudança real de comportamento dentro de casa", acrescenta.

Perguntas Frequentes

Por que os pais parecem menos presentes hoje?

O estudo Nexus indica que 50% dos brasileiros percebem queda na presença paterna, mas não aponta causas específicas. A diferença entre discurso e prática é citada pelo CEO da Nexus como um possível motivo.

O que os brasileiros consideram um bom pai?

Para 49%, ser presente no dia a dia é o principal atributo. Educar com limites aparece para 19%, seguido de carinho (8%), exemplo (7%) e segurança financeira (3%).

A importância do pai é reconhecida igualmente por todos?

Não. Homens (81%) valorizam mais que mulheres (73%), e jovens de 16 a 24 anos (82%) mais que idosos acima de 60 (62%).

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Patrícia Lemos

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